novembro 09, 2017

Os Macaés de Santos

 Macaés de Santos

Os dois exemplares expostos no Museu de Pesca viveram muitos anos no Aquário de Santos, e são figuras tradicionais do folclore local. 
Macaé



http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0226a.htm


Macaé é um Leão Marinho da espécie Otaria flavescens, foi encontrado na Praia de Macaé – RJ, com aproximadamente 4 anos de vida. Foi encaminhado para o Aquário de Santos, e devido aos bons tratos recebidos, bateu o recorde de vida para a espécie em cativeiro, atingindo a marca de 26 anos (1973-1995). Normalmente um leão-marinho atinge 15 anos de vida na natureza e até 21 anos em cativeiro.

Veja a notícia de quando Macaé virou atração no Museu de Pesca: http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0262f.htm





Macaezinho
 


http://www.vivasantos.com.br/aquario/atracoes/main.htm



O Macaezinho encalhou em nosso litoral quando ainda era bem novo, com pouco mais de um ano, em 1995. É um lobo-marinho da espécie Arctophcefalus australis, originário da região meridional da Patagônia.

Recebeu o nome de Macaezinho em homenagem ao Macaé.

Macaezinho viveu por 15 anos no Aquário de Santos, pesava em torno de 110 quilos e morreu em 2011.

        

Veja as notícias de quando Macaezinho virou atração no Museu de Pesca:







Leão-marinho X lobo-marinho:

Lobos e leões-marinhos são facilmente diferenciados na fase adulta, mas podem ser confundidos quando jovens. Algumas características externas podem ajudar na identificação dos animais.

Leão-marinho-do-sul:

- Grande porte, machos podem atingir 2,60m de comprimento e fêmeas 1,85m;

- Coloração da pelagem varia entre amarelo claro e marrom avermelhado;

- Possui um focinho curto e arredondado;

- Orelhas pequenas e arredondadas;

- Os machos quando atingem a maturidade sexual, desenvolvem uma juba saliente ao redor do pescoço;

- Emitem sons graves, similares aos dos leões terrestres;

- Raramente ficam na orla, costumam descansar em ilhas. No nosso Estado, os leões-marinhos são mais avistados em dois locais: Ilha dos Lobos, no município de Torres, e nos Molhes da Barra de Rio Grande.

 Lobo-marinho-do-sul:

- Porte médio, machos podem atingir 1,80m de comprimento e a fêmeas 1,40m;

- Coloração da pelagem varia entre marrom e marrom acinzentado;

- Possui um focinho pontiagudo, estreito e comprido;

- Orelhas finas e compridas;

- Emitem sons muito agudos;

-Possuem o hábito de descansar na beira da praia.

  Como proceder ao encontrar um animal destes vivo na orla?


Todos os anos, durante o inverno e a primavera, muitos lobos se dispersam de suas colônias reprodutivas e se deslocam para o norte em busca de alimento e águas mais quentes. Muitos deles chegam exaustos ao litoral gaúcho, podendo vir a óbito nas praias. Outros acabam interagindo com atividades humanas, como a pesca. Nesse sentido é importantíssimo compreender e saber discernir quais animais precisam ser retirados do ambiente natural e quais não precisam. O animal só deve ser retirado da praia se apresentar algum dano possivelmente causado por ação antrópica: lesões externas, interações com redes de pesca ou vestígios de óleo na pelagem. Caso contrário, não devemos interferir no ciclo de vida do animal e no processo de seleção natural.

É importante lembrar que esses animais possuem o hábito de ficar na beira da praia para descansar, podendo permanecer fora da água por até 72h. Nesses casos não há necessidade de interferência humana.

SE VOCÊ ENCONTRAR UM ANIMAL DESTES VIVO, É IMPORTANTE SEGUIR ALGUMAS RECOMENDAÇÕES:



  • Manter distância mínima de cinco metros e evitar aglomerações em volta do animal, pois isto causa grande estresse e pode ser perigoso;
  • Jamais tentar recolocar um animal de volta ao mar;
  • Nunca alimentá-los;
  • Jamais tocar nesses animais, pois eles podem ser agressivos;

  • Mantenha uma distância segura, pois esses animais são portadores de zoonoses que podem ser transmitidas para os humanos;
  • Nunca tentar retirá-los da praia ou transportá-los sem avaliação de profissionais qualificados em fauna marinha (biólogos e veterinários);
  • Jamais levá-los para sua residência;
  • Respeitar a rotina de vida das espécies que utilizam a praia para descanso;
  • Avisar as autoridades competentes e, sempre que possível, realizar registro fotográfico para facilitar a avaliação dos biólogos e veterinários quanto a real necessidade de resgate.




Saiba mais sobre essas espécies em:

outubro 26, 2017

Lula-gigante (Architeuthis spp.)

A Lula-gigante da espécie Architeuthis spp. exposta no Museu de Pesca foi capturada em julho de 2002 por um barco atuaneiro da empresa Imaipesca, em uma região com profundidade superior a 3.000m, próximo ao litoral de Santa Catarina. Boiava moribunda, sem os tentáculos e parte dos braços, provavelmente devido ao ataque de peixes. Recolhida pelos pescadores, foi doada ao Instituto de Pesca: pesava cerca de 91 kg e media mais de 5 metros de comprimento, suspeita-se que sua morte ocorreu devido a variação brusca de temperatura, que pode causar falência de órgãos vitais do animal. Foi restaurada pelo taxidermista Nelson Dreux Costa em dois meses, e é o único exemplar em exposição na América Latina.

Abaixo, mais informações sobre esta espécie:

A Lula-gigante (gênero Architeuthis) é um cefalópode da ordem Teuthida, conhecido por ser o segundo maior invertebrado existente na terra, perdendo apenas para a lula-colossal. Pouco se sabe sobre elas porque vivem entre 500 e 1000 metros de profundidade. São raríssimas as suas fotos, por isso, as Lulas Gigantes se tornaram um dos maiores mistérios da natureza.

Características gerais: As lulas gigantes possuem 8 tentáculos menores e 2 maiores. Possuem membros elásticos, e cada um dos tentáculos pode ser considerado como um inimigo separado, pois possuem os atributos relacionados à lula. Destruir um tentáculo não afeta a vida da lula. Seu manto tem forma cônica, a nadadeira é triangular, e fica ao longo de cada lado da extremidade afilada. Não apresentam membrana córnea transparente, mas possuem pálpebras e pupila circular.

Medidas: podem pesar até 500 kg, distribuídos em até 18 m (incluindo os tentáculos) e, com olhos comparáveis a bolas de futebol.

Habitat: habita regiões com profundidade acima de 500 m do Oceano Antártico.

Hábitos: alimenta – se principalmente de peixes, que apanha com tentáculos providos de ventosas.

Captura: por não ser comestível, em razão de armazenar uma grande quantidade de amônia no corpo, a espécie não possui valor comercial na pesca. São predadas por Cachalotes (espécie de baleia, que mergulha grandes profundidades).



Veja mais reportagens sobre as Lulas Gigantes:







 

outubro 24, 2017

Lobo marinho (Arctocephalus australis)



Lobo-marinho sul-americano — Nome Científico: Arctocephalus australis 


                                                             https://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo-marinho-sul-americano
 


Lobo-marinho sul-americano — Família: Otariidae
Nome Científico: Árctocephalus australis
Atualmente há duas sub-espécies: Arctocephalus australis australis e Arctocephalus australis gracilis.
Coloração:
Os machos adultos são de coloração cinza escuro e apresentam uma "juba" de pêlos longos. As fêmeas e machos imaturos são cinzentos no dorso e com a região ventral bem mais clara, quase creme.
Características:
Diferencia-se da foca por possuir pavilhões auditivos (orelhas) e por caminhar em terra firme apoiados nas patas dianteiras e traseiras.
Os lobos-marinhos são muito parecidos com os leões-marinhos, mas existem algumas características que os diferem, como a forma do focinho. No lobo-marinho o focinho é fino (semelhante ao dos cães) e a pelagem do pescoço é uniforme.
Medidas:
Os machos podem atingir 2 m de comprimento e pesar cerca de 160 kg, enquanto que as fêmeas podem chegar a 1,5 m de comprimento e pesar 80 kg.
Ocorrência:
Sua distribuição ocorre nos dois maiores oceanos - Pacífico e Atlântico, desde as ilhas San Juan no Peru até o Uruguai e Ilhas Falklands; sul da Argentina, na Patagônia, e Rio Grande do Sul, onde existem algumas colônias. Aparece esporadicamente nas praias do restante do litoral brasileiro, ocorrendo registros até o sul da Bahia.
Hábitos:
Alimentam-se basicamente de peixes, crustáceos, cefalópodes e outros invertebrados marinhos. Em novembro inicia-se a estação reprodutiva, os machos defendem territórios exclusivos onde ficarão instaladas as fêmeas. Os filhotes nascem durante o início do verão, pesando entre 2,8 e 5Kg, e são amamentados por quase 1 ano.

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